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É
uma honra para todos os amantes da democracia, Ao apelo de inúmeros intelectuais, artistas e profissionais dos Estados Unidos, mais de 35.000 cidadãos norte-americanos dirigem-se aos homens e mulheres de consciência do mundo inteiro para expressar sua solidariedade aos povos e sua indignação com a guerra sem fim do governo Bush. Assim como em outros países, no Brasil, esta convocatória está recebendo o apoio de artistas, intelectuais e personalidades democráticas. São os que não aceitam em silêncio que Bush realize outra guerra de extermínio porque sabem que os povos são irmãos e tem direito à autodeterminação, à liberdade e à soberania. Como os norte-americanos escrevem em seu manifesto: Nós consideramos que as pessoas e as nações têm o direito a determinar seu próprio destino, livres de qualquer coerção militar das grandes potências. Concordamos com eles, pois queremos um Brasil soberano, de posse da Amazônia e de seu destino como nação. Assim como desejamos esta mesma sorte a todos os povos do mundo. Apoiando a luta dos norte-americanos contra a guerra de Bush assinamos este Manifesto e conclamamos todos a expressar juntos nosso grito contra a guerra.
Não
ao ataque ao Iraque!
Que jamais se diga que nada se fez nos Estados Unidos quando o governo americano declarou uma guerra sem fim e instituiu medidas de repressão draconianas. Os signatários deste manifesto convocam os cidadãos dos Estados Unidos a resistir a estas novas medidas e à política global levada depois de 11 de setembro de 2001 e que representam graves perigos para todos os cidadãos do mundo inteiro Nós consideramos que as pessoas e as nações têm o direito a determinar o seu próprio destino, livres de qualquer coerção militar das grandes potências. Consideramos que todas as pessoas, detidas ou perseguidas pelo governo dos Estados Unidos, devem ter os mesmos direitos. Consideramos que, perguntar, criticar, e discordar são atitudes que devem ser valorizadas e protegidas. Consideramos que as pessoas com consciência devem assumir a responsabilidade das ações dos seus governos e, perante todos, devemos opor-nos às injustiças cometidas em nosso nome. Convidamos os cidadãos dos EUA a resistir à guerra e à repressão que foi lançada sobre o mundo pela administração Bush. Ela é injusta, imoral e ilegítima. Decidimos fazer causa comum com os povos do mundo. Nós também nos chocamos com os acontecimentos terríveis de 11 de setembro de 2001. Também nós lamentamos a morte de milhares de inocentes e assistimos com horror e incompreensão as cenas do massacre lembrando-nos de cenas semelhantes em Bagdá, no Panamá e, há uma geração atrás, no Vietnã. Como milhões de americanos angustiados também nós nos perguntamos como uma coisa assim pode acontecer. No entanto, mal o luto havia começado e os mais altos dirigentes do país já desencadeavam o espírito de vingança. Tornaram pública uma mensagem simplista opondo o bem e o mal que as mídias complacentes e intimidadas divulgaram. Disseram-nos que perguntar porquê tais acontecimentos terríveis aconteceram aproximava-se perigosamente de traição. Não houve nenhum debate. Não havia, por definição, nem questão moral, nem questão política. A única resposta possível devia ser a guerra fora das fronteiras e a repressão dentro do país. Em nosso nome, o governo do Sr. Bush, fortalecido pela quase unanimidade do Congresso americano, não somente atacou o Afeganistão, mas ainda se arrogou o direito, assim como a seus aliados, de impor a força militar em todo lugar e em qualquer momento. As repercussões brutais disso se fizeram sentir das Filipinas à Palestina, onde os tanques e os bulldozers deixaram um terrível rastro de morte e destruição. O governo se prepara agora para levar uma guerra total contra o Iraque, país que não tem ligação com os horrores de 11 de setembro de 2001. Que espécie de mundo surgirá se o governo dos Estados Unidos tem carta branca para enviar comandos, assassinos e bombas para onde quiser (...) ? A dita lei Patriotic Act assim como toda uma série de medidas semelhantes tomadas em nível de Estado concedem à polícia enormes poderes de investigação e de prisão sob o controle teórico de procedimentos judiciários secretos realizados em tribunais secretos. Em nosso nome, o poder executivo tem sistematicamente usurpado os papéis e as funções de outras instituições governamentais. Tribunais militares com processos duvidosos, nos quais os acusados não têm o direito de exigir um processo civil, foram instaurados por simples decreto. Grupos são etiquetados como terroristas por uma canetada presidencial (...) O Presidente Bush declarou: Ou você está conosco ou você está contra nós. Eis a nossa resposta: nós lhe recusamos o direito de falar em nome de todos os americanos. Não abandonaremos jamais nosso direito ao questionamento e á crítica. Nós não lhes entregaremos nossa consciência em troca de promessas de segurança que soam vazias. Nós declaramos: Não em nosso nome! Nós nos recusamos a participar de qualquer modo nestas guerras e repudiamos toda suposição de que tais guerras são levadas em nosso nome e para o nosso bem. Estendemos a mão àqueles que, no mundo todo, sofrem por causa dessa política: mostraremos nossa solidariedade com palavras e atos. Ao assinar este manifesto, convocamos todos os americanos a se juntarem ao nosso desafio. Aplaudimos e encorajamos os atos de crítica e de protesto que acontecem atualmente, sabendo que serão preciso ainda muitos mais para parar esta engrenagem infernal. Nos inspiramos nos reservistas israelenses que, à custa de enormes riscos pessoais, declaram que há de fato um limite e se recusam a servir nos territórios ocupados e em Gaza. Nos inspiramos da mesma forma nos inúmeros exemplos de resistência e de objeção de consciência de que o passado dos Estados Unidos está cheio: desde os que lutaram contra a escravidão através da rebelião e nas redes clandestinas de fuga até aqueles que se levantaram contra a guerra do Vietnã recusando-se a obedecer ordens, recusando o recrutamento e juntando-se solidariamente aos que resistiam. Não permitamos que todos no mundo que nos olham se desesperem com nosso silêncio e nossa falta de reação. Em lugar disso, que o mundo ouça nossa promessa: nós resistiremos à engrenagem da guerra e da repressão e nos uniremos a todos os que queiram agir para parar esta engrenagem.
PRIMEIRAS ASSINATURAS NOS EUA Michael Albert; Laurie Anderson; Edward Asner, ator; Rosalyn Baxandall, historiadora; Russell Banks, escritor; Jessica Blank, actriz e dramaturga; Medea Benjamin, Global Exchange; William Blum, escritor; Theresa Bonpane; Fr.. Bob Bossie, SCJ; Leslie Cagan; Henry Chalfant, cineasta; Bell Chevigny, escritor; Paul Chevigny, professor de Direito; Noam Chomsky, politólogo e linguista; Robbie Conal, pintor; Stephanie Coontz, historiadora; Kimberly Crenshaw, professora de Leyes; Kia Corthron, dramaturga; Kevin Danaher, Global Exchange; Ossie Davis, ator: Mos Def, músico; Carol Downer, diretora do Centro Femininista de Saúde da Mulher; Eve Ensler, dramaturga; Leo Estrada, professor da UCLA; John Gillis, escritor; Rutgers Jeremy Matthew Glick, editor de Another World Is Possible; Suheir Hammad, escritor; Rakaa Iriscience, intérprete de hip hop; David Harvey, antropólogo; Erik Jensen, ator e dramaturgo; Casey Kasem Robin D.G. Kelly; Martin Luther King III; Barbara Kingsolver; C. Clark Kissinger, Refuse and Resist!; Jodie Kliman, psicóloga; Yuri Kochiyama; Annisette & Thomas Koppel, cantores e compositores; Dave Korten, compositor; Tony Kushner, dramaturgo; James Lafferty, director executivo da, National Lawyers Guild em Los Angeles; Rabbi Michael Lerner, editor de TIKKUN Magazine; Barbara Lubin; Anuradha Mittal, co-director do Institute for Food and Development Policy/Food First; Malaquías Montoya, artista plástico; Robert Nichols, escritor; Rev. E. Randall Osburn, vice-presidente da Southern Christian Leadership Conference; Grace Paley; Jeremy Pikser, guionista de cinema; Juan Gómez Quiñones, historiador; Michael Ratner, presidente do Center for Constitutional Rights; Adrienne Rich, poeta; Boots Riley, artista de hip hop; David Riker, cineasta; Edward Said; Starhawk Michael Steven Smith, da National Lawyers Guild; Bob Stein, publicista; Gloria Steinem; Alice Walker; Naomi Wallace, dramaturga; Rev. George Webber, presidente emérito do NY Theological Seminary; Leonard Weinglass, advogado; John Edgar Wideman; Saul Williams, declamador; Howard Zinn, historiador.
Claúdio Willer,
presidente da União Brasileira de Escritores PARA ADERIR AO MANIFESTO ENVIE PARA O E-MAIL: pararaguerra@bol.com.br : Nome:_________________________________________________________ Profissão ou entidade que participa:________________________________ E-mail e/ou telefone:_____________________________________________
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